A Neuropsicologia da Memória - Saiba Mais

A Neuropsicologia da Memória – Saiba Mais

Publicado: 29/04/2020


A Neuropsicologia da Memória – Saiba Mais – A maneira como nossa mente armazena e acessa as memórias é um universo fascinante e complexo. Algumas das principais pautas abordadas na neuropsicologia são: em qual área do cérebro ficam armazenadas nossas memórias? Quais estruturas cerebrais estão envolvidas neste processo? Como posso melhorar minha capacidade de memória? Seria isso possível?

Neste artigo, saiba mais sobre a neuropsicologia da memória e o que a comunidade científica descobriu até então.

A Neuropsicologia da Memória

Para compreender a neuropsicologia da memória, precisamos entender que as informações que chegam até nós são processadas de três maneiras primárias. Acompanhe.

Memória Sensorial

A memória sensorial representa nossa capacidade de reter as informações que chegam até nós, por meio dos nossos cinco sentidos. A memória sensorial pode estar presente em qualquer um dos seguintes canais sensoriais:

  • Memória visual (visão);
  • Memória auditiva (audição);
  • Memória tátil (tato);
  • Memória olfativa (olfato);
  • Memória gustativa (paladar).

Todos os tipos de memória citados são extremamente importantes, e a deficiência em qualquer um deles prejudica a execução de nossas tarefas. Se a sua deficiência for na memória visual, por exemplo, sua habilidade de ler e escrever poderá ser prejudicada. Se a deficiência for na memória auditiva, sua habilidade em compreender informações apresentadas verbalmente será comprometida, e assim sucessivamente.

A memória sensorial, diferentemente dos demais tipos de memória, armazena as informações por menos de dois segundos; é o tempo suficiente para que o cérebro processe, analise e interprete a informação que nos foi dada. Neste momento, é determinada a relevância desta informação. Se ela for importante o suficiente, será encaminhada para outro tipo de armazenamento, que você conhecerá a seguir.

Memória de Curto Prazo

Quando a informação é considerada relevante, nós encaminhamos-na da memória sensorial para a memória de curto prazo. Neste estágio, são processadas cerca de sete informações, simultaneamente, dentro de 30 segundos.

É nesse momento que as informações são “ensaiadas” no nosso cérebro, ou seja, processadas repetidamente. Quando julgamos a informação realmente importante, ela é encaminhada para outro tipo de armazenamento, denominado “memória de longo prazo”. Contudo, a maioria das informações são descartadas na memória de curto prazo, devido à sua irrelevância.

Imagine se nos lembrássemos de todas as nossas experiências diárias. Impossível, não é mesmo? Em apenas um minuto experimentamos e recebemos uma série de informações e estímulos, e é impossível armazenar todos eles em nossas mentes. Por isso, o cérebro encarrega-se desta seletividade no processo de armazenamento das memórias.

Memória de Longo Prazo

Caso a informação seja suficientemente relevante, a ponto de enfrentar os primeiros estágios da memória e sobreviver, ela tem chance de encontrar um lugar em nossa memória de longo prazo. Este tipo de memória é comumente associado a uma “biblioteca cerebral”, onde as informações recebidas são devidamente classificadas, arquivadas e ordenadas.

Nossas memórias de longo prazo são organizadas cronologicamente, conforme a data e hora que foram recebidas. O sistema de categorização de longo prazo é composto por três componentes principais:

  • Memória semântica: responsável por formular nossas ideias, conceitos e significados;
  • Memória processual: armazena os processos de realização das tarefas e nos ajuda a lembrar de como executá-las – desde escovar os dentes até solucionar uma equação matemática;
  • Memória episódica: responsável pela habilidade de resgatar nossas experiências pessoais passadas.

Obviamente, o processamento da memória foi brevemente resumido nesses três estágios primários. Existem diversos outros aspectos da memória que fogem a estas classificações e continuam sendo estudados pelos neurocientistas e pesquisadores.

A Neuropsicologia da Memória – Prevenindo o Declínio Cognitivo

A memória é transitória e pode ser afetada por determinados eventos, como uma pancada na cabeça, uma alteração de consciência, entre outras patologias cerebrais.

Além disso, uma série de evidências aponta que a memória é fortalecida através da prática. Por isso, jogos que exercitam a memória são uma excelente estratégia de prevenção contra o declínio cognitivo e problemas neurológicos. Em contrapartida, manter o cérebro estagnado aumenta o risco de demências e outras doenças cerebrais.

Quer conhecer mais a fundo o universo fascinante da memória? Marque uma consulta e saiba como você pode evitar o declínio cognitivo.

Cristiane Siqueira Miranda, Neuropsicóloga CRP: 09/3868 - 06/1479-IS, é pessoalmente responsável pela produção, edição, adaptação e curadoria dos textos presentes neste site, além de sua manutenção financeira. Este site é orientado ao público leigo e seu conteúdo é somente de intento informativo e pode não ser adequado a todos usuários. O conteúdo deste site não substitui o médico. Todos devem sempre consultar seu médico antes de tomar qualquer decisão com respeito à sua saúde. Este site não hospeda ou recebe financiamento de publicidade ou exibição de conteúdo comercial. Este site utiliza cookies para lhe proporcionar uma melhor experiência. Ao navegar no mesmo, está a consentir a sua utilização. Caso pretenda saber mais, consulte a nossa Política de Privacidade/Cookie. Missão do Site: Prover Soluções cada vez mais completas de forma facilitada para a gestão da saúde e o bem-estar das pessoas, com excelência, humanidade e sustentabilidade. Destinado ao público em geral.

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